O português volta ao seu berço

Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015

SIMPÓSIO SIPLE 2015

SIMPÓSIO SIPLE 2015 - CartazA língua portuguesa em espaços multilingues

Todos os logotipos juntos - FINAL

Santiago de Compostela 16-17 de outubro de 2015

Este ano a DPG não celebrará, como era costume, o seu encontro anual de outono, o que não significa que não nos juntemos com as nossas sócias e os nossos sócios para tratar algum dos assuntos que nos ocupam e com os que nos preocupamos, enquanto coletivo de Docentes de Português na Galiza. Só que este vai ser um encontro diferente: não vamos estar nós sós, e por fim teremos a oportunidade de contar ao mundo (ao mundo do ensino do português, entenda-se) a nossa experiência; não vamos ser só nós a ouvir-nos, a cismar nos problemas já conhecidos e comuns a todos; e vamos poder conhecer também outras experiências. Para nós, como associação e como profissionais, isso será todo um enriquecimento.

Porém, há mais. Toda esta situação, diferente da habitual e tão enriquecedora, será possível por cortesia da SIPLE, empenhamento da AGLP, e a própria disponibilidade da DPG e outras organizações para apoiar na organização e acolher. Que uma entidade, da importância da SIPLE no contexto do ensino do português no mundo, convide uma associação pequena, da Galiza, como a nossa, para ser anfitriã num evento deste tipo, implica uma grande responsabilidade, assim como o reconhecimento dificilmente quantificável que será situar a Galiza, berço do galego-português, como coração e casa de um encontro de projeção internacional. O acontecimento conta também com o apoio doutras associações como a Agal e a APP (Associação de Professores de Português de Portugal), e instituições como a Xunta de Galicia e o próprio Museu do Povo Galego, que desde o início desta proposta facilitaram a sua realização.

Esperam-se comunicações e debates de todo o tipo, desde experiências que são levadas a cabo na Galiza com a língua portuguesa – ora como próprio alvo, ora como língua veicular em diferentes níveis de ensino curricular – até outro tipo de propostas pedagógicas e didáticas que são realizadas na Galiza com o português – isto a nível do que temos para oferecer; já no que toca ao que poderemos assistir e do que poderemos aprender, haverá novas visões e estados da questão sobre a presença da língua portuguesa num espaço multilinguístico; a importância ou não da institucionalização de uma visão multilingue para a mais justa projeção da língua; ou a questão específica de criação de materiais e formação de docentes de língua portuguesa em espaços de convivência de várias línguas, e a maneira como isto talvez deve ser encarado.

Na Galiza, que poderíamos considerar como a mátria da língua galego-portuguesa, sofremos um défice de atenção à nossa própria língua e, por causa disso, o conhecimento da língua portuguesa tem sido completamente negligenciado até o momento, tanto por instituições como pela própria sociedade, o que teve graves consequências, como a atual falta de conhecimento formal da língua por parte da maioria da sociedade e, portanto, a falta de uma competência comunicativa realmente eficiente e de qualidade num âmbito que (por história, tradição, vinculação e até por leis europeias) devia ser plenamente competente de seu.

Portanto, o lugar escolhido pela SIPLE para o simpósio deste ano 2015, Compostela, é um facto relevante e que não podemos obviar. A questão de situar a Galiza no mapa como um lugar estratégico do ensino do português no mundo, quando, salvo exceções, os simpósios da SIPLE se vinham celebrando no Brasil, há-de ter – deverá ter necessariamente – a transcendência social que merece, e só depende de nós e das autoridades competentes aproveitar estas circunstâncias privilegiadas que nos dá termos nascido na Galiza.

A equipa de trabalho da DPG

NO IES S. CLEMENTE JÁ ESTUDAM E ESTAGIAM EM PORTUGUÊS

Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013
Santiago de Compostela, janeiro 2013, por Helena Queirós

As aulas de Sistemas Operativos em Redes são dadas em Português pelo professor da disciplina, Marcos Vence. Procura-se que os alunos de Ciclo Médio participem o mais possível nessa língua, o que se reflete na avaliação. É também uma língua de resposta possível nos exames e relatórios.

A língua escolhida para tal ação é o Português, por ser um idioma próximo, de rápida aquisição, utilizado num país vizinho, o que aumenta as possibilidades colaborativas quer com o mesmo quer com o Brasil, mercado em alta para as TIC galegas.

A coordenadora da secção bilingue é a professora Dolores Díaz. Neste ano letivo 2012-2013, o IES San Clemente conta com a presença de uma auxiliar de conversa portuguesa, Helena Queirós, o que permite desenvolver as competências dos alunos nesse idioma. Entre outras atividades, a auxiliar dá uma aula completa de Português por semana, fazendo questão na linguagem técnica, e está presente nas aulas bilingues, dando o seu contributo com intervenções pontuais de caráter linguístico ou cultural e fazendo assessoria linguística ou de tradução (frequentemente técnica).

Por outro lado, participa em todos os projetos e ações do módulo bilingue, nomeadamente dois projetos eTwinning em curso: ZONA VET 0+1 e FCT Santiago de Compostela Lisboa. Este último prevê a realização da FCT (Formación en Centros de Trabajo), em Portugal, no âmbito do programa Leonardo da Vinci.

A aluna Lara Vázquez foi a primeira aluna a realizar a sua FCT, em Portugal, Lisboa, na empresa Teleperformance. Na primavera de 2013, mais três alunos vão também fazê-la em Lisboa. As grandes vantagens são o alargamento de perspetivas de trabalho, a aquisição de uma experiência internacional, a melhora das competências linguísticas em Português e a abertura das portas da Lusofonia.

No final do ano letivo, os alunos com aproveitamento positivo receberão uma credencial oficial de participação na secção bilingue, que fará parte do seu historial académico.

DPG recebe o prémio Fundação Via Galego em Ponte Vedra

Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2012

Entrega Prémio Fundação Via Galego

Foi no paço de Mugartegui no passado 19 de dezembro de 2012 que teve lugar a entrega de prémios concedidos pela Mesa pola Normalización Lingüística um dos quais (Prémio Via Galego) foi para a Associação de Docentes de Português da Galiza – DPG. Entre outros galardoados encontra-se o  Twenti (no prémio Abertos ao galego).

entrega prémio

O galardão consistiu na entrega de um diploma com a distinção e uma figura simbólica, efetuada pelo mestre de cerimónias Quico Cadaval.

 

Falamos português

Segunda-feira, 01 de Outubro de 2012

Extremadura goleia Galiza no relativo ao ensino da língua portuguesa e às relações culturais transfronteiriças

Jacques Songy, nos enseña la mejor forma de expresarnos en portugués en cada situación de la vida cotidiana y nos invita a sumergirnos en los diferentes aspectos de la cultura portuguesa

Quinta, 18 Outubro 2012 07:53Atençom, abrirá numha nova janela. em Portal Galego da Língua

A. C. L. – Neste novo ano académico que deu começo no passado mês de setembro a Estremadura espanhola avantajou em mais um golo à Galiza.

A vitória bem dada, desta vez, através de um programa do Canal de Extremadura, a televisão regional estremenha onde “Jacques Songy, nos enseña la mejor forma de expresarnos en portugués en cada situación de la vida cotidiana y nos invita a sumergirnos en los diferentes aspectos de la cultura portuguesa.”

Ao longo dos últimos anos temos vindo a presenciar como a região espanhola tem apostado com sucesso pela inclusão da língua e culturas portuguesas nos seus currículos assim como na sua vida diária através de diferentes iniciativas como:

  • a inclusão da língua portuguesa no secundário (segundo dados do Gabinete de Iniciativas Transfronterizas – Gobierno de Extremadura só desde 1990 a 2005-2006 o aumento do número de alunos foi de 70%), e também a sua inclusão e potencialização no ensino infantil e na escola primária
  • promoção e assinatura do Convénio e Estatutos da “Euro-Região ExtremAlentejo” assinado em Campo Maior
  • criação e consolidação da EUROACE, eurorregião criada já pós estabelecimento das eurorregiões na UE
  • colocando explicitamente nos seu Decretos e Leis o propósito de promoção e implementação da língua portuguesa no ensino, como podemos ver no DECRETO sociolinguístico109/2012, de 15 de junho, onde se diz de novo que: ”La Ley 4/2011, de 7 de marzo, de Educación de Extremadura establece en su artículo 77 que la Administración educativa adoptará medidas efectivas a fin de que el portugués sea la segunda lengua extranjera en los centros sostenidos con fondos públicos.
  • a contínua denúncia social da falta de atenção efetiva para a língua portuguesa e para o corpo de docentes de português: Portugués de boquilla ou notícias onde denunciam que “los licenciados en filología portuguesa de la región se ven obligados a volver a las aulas por la “escasa” implantación del portugués”
  • fomentando o conhecimento e as mostras culturais da cultura portuguesa, como o programa anteriormente nomeado assim com outros que passam na rádio pública como o Lusitânia Express
  • através do (auto-re)-conhecimento da realidade sociolinguística própria (ver secção “Lenguas” no artigo da wikipédia relativo à Estremadura espanhola)

E um longo et cetera que evidenciam que a região espanhola parece levar a sério as relações transfronteiriças, o relacionamento interregional e a viabilidade da língua portuguesa como ferramenta de desenvolvimento.

A DPG adere à REAL

Quarta-feira, 14 de Março de 2012

A nossa associação, Docentes de Português na Galiza (DPG) vem de aderir à REAL, rede europeia de associações de professores de língua.

Os primeiros passos deste projeto foram dados por um consórcio inicial de 8 associações de professores, com a apoio do CIEP (Centre International D’études Pédagogiques). Nessa fase inicial, aderiram ao projeto 138 associações, representando mais de 154 000 docentes de língua.

O projeto REAL2 propõe-se agora criar uma federação legal de associações – monolingues ou multilingues – de professores de língua, um diretório de associações e um site da rede. Visa-se promover intercâmbios, facilitar a informação sobre ajudas, garantir a continuidade das associações, representá-las perante os órgãos responsáveis pela política linguística, e ainda defender a diversidade linguística e cultural, nomeadamente no que diz respeito às língua menos faladas.

Ao aderir a REAL, a DPG quer situar a defesa do ensino do português na Galiza num enquadramento mais amplo de defesa do multilinguismo e diversidade. Aposta-se assim na cooperação, mais do que na concorrência, entre as associações de docentes de diversas línguas. A aliança é imprescindível para evitar que a primazia seja dada ao ensino de uma ou duas únicas línguas nos países membros da UE.

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