Os sindicatos apoiam reivindicação da DPG

Quarta-feira, 03 de Fevereiro de 2016

Mais um ano a DPG vem de solicitar a ajuda e apoio dos sindicatos galegos no referente à solicitude e reivindicação de consolidação do existente e criação de vagas de português no ensino secundário galego.

No passado dia 15 de janeiro de 2016 a DPG e representantes sindicais fizeram um ato simbólico de entrega no Registo Geral da Junta da Galiza de um escrito onde se reitera a necessidade de uma aposta clara por parte da administração galega no ensino da língua portuguesa no sistema de ensino público galego, assim como a eminente criação de vagas da especialidade.

escrito 1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E a fotografia do ato de entrega no Registo Geral da Junta da Galiza:

DPG + sindicatos

Agradecer a CNT, CIGA, FETE-UGT, CSIF, STEG e ANPE o seu apoio.

O português volta ao seu berço

Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015

SIMPÓSIO SIPLE 2015

SIMPÓSIO SIPLE 2015 - CartazA língua portuguesa em espaços multilingues

Todos os logotipos juntos - FINAL

Santiago de Compostela 16-17 de outubro de 2015

Este ano a DPG não celebrará, como era costume, o seu encontro anual de outono, o que não significa que não nos juntemos com as nossas sócias e os nossos sócios para tratar algum dos assuntos que nos ocupam e com os que nos preocupamos, enquanto coletivo de Docentes de Português na Galiza. Só que este vai ser um encontro diferente: não vamos estar nós sós, e por fim teremos a oportunidade de contar ao mundo (ao mundo do ensino do português, entenda-se) a nossa experiência; não vamos ser só nós a ouvir-nos, a cismar nos problemas já conhecidos e comuns a todos; e vamos poder conhecer também outras experiências. Para nós, como associação e como profissionais, isso será todo um enriquecimento.

Porém, há mais. Toda esta situação, diferente da habitual e tão enriquecedora, será possível por cortesia da SIPLE, empenhamento da AGLP, e a própria disponibilidade da DPG e outras organizações para apoiar na organização e acolher. Que uma entidade, da importância da SIPLE no contexto do ensino do português no mundo, convide uma associação pequena, da Galiza, como a nossa, para ser anfitriã num evento deste tipo, implica uma grande responsabilidade, assim como o reconhecimento dificilmente quantificável que será situar a Galiza, berço do galego-português, como coração e casa de um encontro de projeção internacional. O acontecimento conta também com o apoio doutras associações como a Agal e a APP (Associação de Professores de Português de Portugal), e instituições como a Xunta de Galicia e o próprio Museu do Povo Galego, que desde o início desta proposta facilitaram a sua realização.

Esperam-se comunicações e debates de todo o tipo, desde experiências que são levadas a cabo na Galiza com a língua portuguesa – ora como próprio alvo, ora como língua veicular em diferentes níveis de ensino curricular – até outro tipo de propostas pedagógicas e didáticas que são realizadas na Galiza com o português – isto a nível do que temos para oferecer; já no que toca ao que poderemos assistir e do que poderemos aprender, haverá novas visões e estados da questão sobre a presença da língua portuguesa num espaço multilinguístico; a importância ou não da institucionalização de uma visão multilingue para a mais justa projeção da língua; ou a questão específica de criação de materiais e formação de docentes de língua portuguesa em espaços de convivência de várias línguas, e a maneira como isto talvez deve ser encarado.

Na Galiza, que poderíamos considerar como a mátria da língua galego-portuguesa, sofremos um défice de atenção à nossa própria língua e, por causa disso, o conhecimento da língua portuguesa tem sido completamente negligenciado até o momento, tanto por instituições como pela própria sociedade, o que teve graves consequências, como a atual falta de conhecimento formal da língua por parte da maioria da sociedade e, portanto, a falta de uma competência comunicativa realmente eficiente e de qualidade num âmbito que (por história, tradição, vinculação e até por leis europeias) devia ser plenamente competente de seu.

Portanto, o lugar escolhido pela SIPLE para o simpósio deste ano 2015, Compostela, é um facto relevante e que não podemos obviar. A questão de situar a Galiza no mapa como um lugar estratégico do ensino do português no mundo, quando, salvo exceções, os simpósios da SIPLE se vinham celebrando no Brasil, há-de ter – deverá ter necessariamente – a transcendência social que merece, e só depende de nós e das autoridades competentes aproveitar estas circunstâncias privilegiadas que nos dá termos nascido na Galiza.

A equipa de trabalho da DPG

DPG recebe o prémio Fundação Via Galego em Ponte Vedra

Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2012

Entrega Prémio Fundação Via Galego

Foi no paço de Mugartegui no passado 19 de dezembro de 2012 que teve lugar a entrega de prémios concedidos pela Mesa pola Normalización Lingüística um dos quais (Prémio Via Galego) foi para a Associação de Docentes de Português da Galiza – DPG. Entre outros galardoados encontra-se o  Twenti (no prémio Abertos ao galego).

entrega prémio

O galardão consistiu na entrega de um diploma com a distinção e uma figura simbólica, efetuada pelo mestre de cerimónias Quico Cadaval.

 

A DPG ADIRE À REAL

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012

A DPG já integra a Rede Europeia de Associações de Professores de Línguas

Troca-troca – português para adultos

Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

Crónica

III Encontro de Didática do Português

xurxo

Xurxo F. Carballido

Por Xurxo Fernández Carballido

Inserido no III Encontro de didática do português, desenvolveu-se o troca-troca entre docentes e profissionais do ensino de línguas para adultos.

O troca-troca resultou muito interessante. Na verdade não houve um troca-troca de materiais didáticos mas sim um intercâmbio muito produtivo de opiniões e estratégias para o ensino e aprendizagem da competência de expressão escrita.

No grupo de docentes que trabalharam nesta sessão havia professores de PLE, PL2, Português língua materna e outros docentes de galego e outras línguas, o que converteu todas as opiniões em muito produtivas, por procederem de diferentes realidades do ensino.

Houve uma primeira apresentação da problemática específica da escrita do português no contexto galego e também dos critérios de avaliação que se utilizam para avaliar a produção escrita.

Na atualidade o sistema de ensino tem uma grande preocupação pelos erros ortográficos, mas houve algum consenso em pôr em destaque uma abordagem da escrita no seu conjunto, onde se potencie a coerência textual, estruturas coesas e equilibradas, e se trabalhe com conetores, um dos principais itens esquecidos nas salas de aula. Quer dizer, que se potencie o trabalho no seu conjunto e não um treino especificamente ortográfico.

Produziu-se muita reflexão sobre o problema da pontuação, que tem uma grande repercussão na estrutura textual, os formandos não têm o hábito de se preocupar pela pontuação, pela estrutura do texto, pela coerência da produção escrita, nem por ligar ideias através de conetores. Isto provoca que muitas produções escritas tenham problemas graves de compreensão.

Todos os participantes ao troca-troca puseram em destaque a importância deste tipo de atividade pedagógica, porque provoca reflexões coletivas sobre as práticas individuais dentro das nossas salas de aula.

Uma das grandes preocupações é fazer atividades pedagógicas atraentes para a competência da expressão escrita, os problemas em criar textos, a falta de imaginação (do docente e dos estudantes) e motivações. Trabalhar textos utilitários, textos de interesse para os alunos, jornalísticos, mesmo traduções pode ser motivante para os formandos.

As conclusões reflexivas foram que temos (os docentes) de tirar o pânico de trabalhar a escrita dentro da sala de aula, para que a composição de textos escritos não seja vista sempre como uma tarefa para trabalhar em casa de modo individual, mas sim trabalhar em conjunto e procurar soluções para as dúvidas gerais dentro da dinâmica da turma.

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