A língua portuguesa continua a ser desleixada e descuidada por parte da administração educativa galega. No recente anúncio de provisão de vagas para o ensino secundário galego feito público pela conselharia de educação, volta estar mais uma vez ausente a língua portuguesa. Parece que, embora a existência da ILP_Valentim Paz Andrade, não obstante os números que indicam um aumento do alunado e apesar da constante reivindicação e alerta do direito a ser a língua portuguesa considerada e tratada como as restantes línguas contempladas no sistema de ensino público obrigatório galego, mais um ano o governo quis continuar a contribuir com a precarização e instabilidade desta matéria, e as pessoas formadas e especialistas nela, não legislando nem criando vagas de língua portuguesa no ensino secundário. A DPG vem de fazer público, um comunicado onde denunciava esta situação e reclamava a convocação de um concurso público específico para a língua portuguesa. Mas, o governo mais uma vez não nos quis dar ouvidos.

O PORTUGUÊS CONTINUA NA CORDA BAMBA NO ENSINO GALEGO

Quarta-feira, 03 de Fevereiro de 2016

PARECER DA DPG SOBRE A PRESENTE OFERTA DE VAGAS A CONCURSO NO ENSINO PÚBLICO GALEGO PARA O 2016:

PARECER OFERTA VAGAS PÚBLICAS 2016

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Os sindicatos apoiam reivindicação da DPG

Quarta-feira, 03 de Fevereiro de 2016

Mais um ano a DPG vem de solicitar a ajuda e apoio dos sindicatos galegos no referente à solicitude e reivindicação de consolidação do existente e criação de vagas de português no ensino secundário galego.

No passado dia 15 de janeiro de 2016 a DPG e representantes sindicais fizeram um ato simbólico de entrega no Registo Geral da Junta da Galiza de um escrito onde se reitera a necessidade de uma aposta clara por parte da administração galega no ensino da língua portuguesa no sistema de ensino público galego, assim como a eminente criação de vagas da especialidade.

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E a fotografia do ato de entrega no Registo Geral da Junta da Galiza:

DPG + sindicatos

Agradecer a CNT, CIGA, FETE-UGT, CSIF, STEG e ANPE o seu apoio.

As três associações galegas relacionadas com a docência das línguas alemã (AGX), francesa (APFG) e portuguesa na Galiza (a própria DPG) unem-se na realização de um escrito conjunto para denunciarem o grave detrimento que sofrerão estas línguas no enquadramento da nova aplicação da LOMCE na Galiza.

Pois, segundo o novo decreto que estabelece o currículo e a distribuição horária na etapa do Bacharelato destas três línguas viriam a sofrer uma preocupante diminuição na carga horária semanal, passando de serem 4h letivas semanais em cada ano do Bacharelato a apenas 2h em 1º BAC e 3h em 2º BAC.

Deste jeito queremos denunciar mais uma vez a pouca responsabilidade e atenção que se dá no nosso sistema educativo à qualidade e eficácia no ensino de línguas regrado e público da Galiza.

Deixamos aqui ao vosso dispor a totalidade do texto:

Associações galegas de ensino de línguas denunciam detrimento das mesma no ensino

Associações galegas de ensino de línguas denunciam detrimento das mesma no ensino

No passado dia 23 de abril a DPG enviou um comunicado de imprensa em apoio à campanha pró-inclusão da língua portuguesa dentro da oferta educativa da EOI da vila galega de Monforte de Lemos:

Docentes de Português na Galiza apoia a iniciativa para introduzir o ensino do português na EOI de Monforte

Um requerimento foi recentemente apresentado para introduzir o ensino do português na EOI de Monforte promovido por um grupo de alunos e alunas da zona.

Até agora, mais de quarenta pessoas fizeram a pré-inscrição disponibilizada pela escola para avaliar o grau de interesse entre a comunidade discente. Na atualidade, os monfortinos/as que estudam português deslocam-se às afastadas EOIs de Lugo e Ourense.
Os requerentes fundamentam o seu pedido com vários argumentos, entre os quais se destacam as razões de tipo laboral, económico e logístico. Assinalam-se a emergência económica do Brasil, as relações comerciais com Portugal e as vantagens para a formação profissional, além da proximidade cultural. Lembra-se a rapidez com que em português se consegue um nível de língua pontuável para concursos públicos de emprego. E aponta-se a discriminação atual dos monfortinos e monfortinas, que têm de se deslocar para estudar português.
A língua portuguesa é atualmente ensinada nas EOIs das sete maiores cidades galegas, bem como em Vila Garcia e na secção tudense da EOI Vigo. Durante o último ano têm-se registado aumentos de matriculação: 48% (Pontevedra), 32% (Ferrol), 25% (Lugo) e 23% (Vigo). Ao todo, 1104 alunos oficiais estudam português atualmente nas EOIs galegas, ao que teríamos de acrescentar os diversos cursos ministrados a docentes e outros coletivos.
Não há ensino do português nas EOIs de Monforte, Viveiro e Ribadeu, o que a DPG considera discriminatório. O português também falta nas secções locais de diversas EOIs, como Negreira, Riveira, Ordes, Noia, Cedeira, Barco, Carvalhinho, Verim, Cangas, Nigram, Lalim, A Estrada,
Ponte Areias e Coia (Vigo). Além do caso de Monforte, surpreende a ausência do ensino do português em toda a marinha luguesa ou na vila transfronteiriça de Chaves.
A DPG anima a realizar a pré-inscrição de português na EOI de Monforte e a empreender iniciativas similares nas outras áreas geográficas referidas.

Veja a notícia relacionada aqui.

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