DPG encoraja criação de ciclos PluriFP em português.

Quarta-feira, 05 de Fevereiro de 2020

Atualmente apenas existem dois ciclos com PluriFP em português no ensino público galego. Por esta razão, desde a DPG enviamos hoje a todos os centros de ensino toda a informação relacionada com os ciclos PluriFP para poderem solicitar a implementação destes ciclos de Ensino Profissional em português.

As características principais desta modalidade de ensino são lecionar em português no mínimo um módulo de primeiro ano até ao máximo de ⅓ das horas totais do ciclo, lecionar também uma atividade complementar obrigatória de 1 hora à semana e oferecer uma atividade extra curricular voluntária de 2 ou 3 horas à semana.

A respeito do alunado, graças aos ciclos PluriFP em português poderão obter um certificado oficial do nível de domínio da língua ou estágios curriculares (FCT) em Portugal, com a ajuda económica da Conselharia de Educação ou com bolsa Erasmus+.

Da DPG oferecemos assessorar docentes interessadas/os na realização dos projetos para oferta de ciclos PluriFP em português.

As/os docentes interessadas/os em desenvolver estes ciclos no seu centro podem contactar connosco para consultarem dúvidas no processo de solicitude e implementação ou pedirem ajuda no desenvolvimento do projeto em dpgaliza.fp[@]gmail.com

Será no mês de maio quando a Conselharia de Educação publicará resolução anual para solicitar ciclos PluriFP no contexto do programa Edulingue.

Notícias relacionadas:

Anterior Resolução da Conselharia do período 2019/2020

A reter:

Características principais do ciclo PluriFP no contexto do programa Edulingue :
● Lecionar em português como mínimo um módulo de primeiro ano e como máximo ⅓ das
horas totais do ciclo.
● Lecionar uma atividade complementar obrigatória de 1 hora à semana.
● Oferecer uma atividade extra curricular voluntária de 2 ou 3 horas à semana.
● Participar num PFPP vinculado ao ciclo PluriFP.
● O ciclo vai dispor de uma auxiliar de conversa: 16 horas à semana.
● O professorado CLIL deve ter certificado o B2. No futuro vão pedir C1.
● Atualmente não, mas no futuro, a Conselharia vai organizar e pagar as propinas dos exames de certificação para o alunado.

Para implementar um ciclo Estrela PluriFP é preciso:

● Decidir qual ciclo é o adequado.
● Propor qual seria o módulo de primeiro ano que se lecionaria em português.
● Propor que docente CLIL lecionaria o módulo. Deverá ter uma certificação B2 antes do início das aulas. É possível examinar-se no CAPLE em maio e julho e também em junho através do CAFI.
● Redigir um projeto.
● Ter o visto bom da direção do centro.


DPG pode ajudar com:
● O Modelo de projeto.
● Exemplos de atividades complementares e extracurriculares.
● Ideias para o PFPP.
● Orientação na certificação do B2 do professorado.
● Consulta de dúvidas no processo de solicitude e implementação.

A Associação de Docentes de Português na Galiza (DPG) começa esta nova campanha para promover a presença da língua portuguesa nos centros de ensino secundário da Galiza.

Enviamos um modelo de cartaz e um folheto explicativo para informarmos toda a comunidade educativa.

Os objetivos desta campanha são:

  1. sensibilizar os estudantes  da primária, famílias e a sociedade em geral para a importância de se inscreverem nos centros do secundário que oferecem a cadeira de língua portuguesa.
  2. ajudar os centros de secundária que oferecem português a angariar estudantes nos centros de primária.
  3. sensibilizar os centros de secundária que ainda não oferecem português para que avaliem as potencialidades e possibilidades de ter a língua portuguesa dentro da oferta académica do seu centro.

Como sabem, ao abrigo da Lei para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia, aprovada por unanimidade pelo Parlamento Galego, os centros e o professorado interessados na progressiva incorporação da Língua Portuguesa no ensino secundário, temos uma boa oportunidade e o grande desafio de alargar a presença do português na Galiza.

A direção da DPG

 

Pelo ensino, de qualidade, de português na Galiza

A DPG em colaboração com um grupo de docentes do ensino público galego vem de pôr em andamento uma campanha de sensibilização e denúncia das condições de precariedade laboral e má gestão em que se encontra atualmente o ensino da língua portuguesa na Galiza.

A iniciativa surge de um grupo de docentes pertencentes à lista de substituições de Língua Galega e Literatura que considerou injusto e prejudicial para a qualidade educativa a prática que a administração educativa galega vem desenvolvendo quando é preciso cobrir uma substituição de língua portuguesa no secundário (e até nas escolas de línguas) recorrendo, uma vez esgotada a listagem específica de português para EOI, à listagem de Língua Galega e Literatura do secundário por ordem de posição nas listagens sem ter em consideração se a pessoa tem formação, comprovada e colocada no seu expediente, na matéria. Perante isto decidiram escrever uma reclamação e apresentá-la à administração com entrada no seu registo: requerimento originário pessoal substituto.

Com esta campanha pretende-se alertar sobre este facto e envolver à totalidade de agentes educativos para a exigência e regulamentação desta situação injusta e prejudicial para a matéria da língua portuguesa na Galiza, que, consideramos, está a sofrer um claro desleixo e uma desvantagem comparativa em relação a outras línguas estrangeiras igualmente opcionais. Este conjunto de circunstâncias incide diretamente sobre a qualidade e proficiência do ensino-aprendizagem do alunado.

Para isto, estamos a difundir uma campanha de consciencialização e denúncia através de uma ação pública entre os agentes afetados e envolvidos, através do envio de informação:

  1. Escrito informativo para os centros educativos
  2. Escrito informativo para as associações de pais e mães dos centros educativos

E de facilitação de adesão a este justo pedido à Administração para contribuirmos conjuntamente à qualidade real na docência da Língua Portuguesas no Ensino Público Galego, com a possibilidade de se unirem às exigências colocadas a este requerimento formal, facto para o qual oferecemos várias vias de ação:

  1. Abaixo-assinado público Pela qualidade na docência da língua portuguesa na Galiza:

  2. Documentos editáveis para o seu preenchimento e apresentação à administração por parte dos diferentes agentes educativos afetados por esta situação:

 

Infografia da situação atual do ensino PLE na Galiza

 

 

 

Neste passado mês de novembro o habitual “CIG- Informa_ensino” esteve dedicado na íntegra a explicar e promover a introdução da língua portuguesa no ensino público galego. As condições em que esta língua se encontra e é tratada no ensino público galego apresentam-se-nos como de inferioridade e diferencial, quando menos, em detrimento de outras matérias que sim obtêm um tratamento como especialidades próprias e, portanto, com vagas específicas, concursos específicos, profissionais qualificados, etc.

Desde a DPG queremos aplaudir e agradecer esta iniciativa da organização sindical e esperamos que num futuro próximo não careçamos deste tipo de ações e a língua portuguesa ocupe o lugar que de seu lhe pertence no atual sistema público de ensino e que, já agora, a “Lei 1/2014, do 24 de marzo, para o aproveitamento da lingua portuguesa e vínculos coa lusofonía” avaliza e legitima mas que não chegou, ainda, a desenvolver e executar como corresponderia.

Folha informativa distribuída pelos centros de ensino galegos.

Folha informativa distribuída pelos centros de ensino galegos no mês de novembro de 2016.

 

No final do ano académico 2015/16 a DPG veio a realizar mais uma vez uma campanha de encorajamento para a inclusão da língua portuguesa nos centros de ensino galegos.

Desde a associação consideramos que a Lei 1/2014, do 24 de março, para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia continua sem desenvolvimento nem execuções concretizadas e, portanto, que está ser completamente desleixada e incumprida por parte da administração galega. Por esta razão, e como já tinha sido feito no ano académico anterior 2014/15 mediante o envio de um e-mail informativo sobre as possibilidades da introdução do ensino da língua portuguesa nos centros e a sua logística, voltamos fazer esta labor de difusão mas desta vez através do envio de dois vídeo-tutoriais explicativos.

Queremos muito agradecer às pessoas que nos ajudaram a levar este projeto para a frente, muito especialmente a Carlos Mendes, Olívia Pena e Tati Mancebo, entre muitas outras.

Eis os resultados:

 

 

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