No IES Arcebispo Xelmírez I de Santiago de Compostela tiveram a excelente ideia de incluir no formulário de solicitude de matrícula o português como segunda língua estrangeira por meio de um carimbo.

Eis o formulário completo.

Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

aulas

Los profesores de portugués piden más presencia de este idioma en la Secundaria

Sólo 250 alumnos preparan esta lengua en las escuelas de Primaria y ESO de la comunidad gallega

M. GIMENO • VIGO   | 14.04.2010 em Elcorreogalllego

Con 250 alumnos que cursan estudios de portugués en 11 escuelas de Primaria y 25 de Secundaria de toda Galicia, los profesores de este idioma, integrados en la Associaçao de Docentes en Português na Galiza, denuncian que se sienten discriminados frente al inglés y al francés en el nuevo decreto de la Xunta que regula las actividades de los docentes de niveles en los niveles no universitarios.

Entre las situaciones de discriminación remarcadas por los docentes se encuentra la exigencia y el compromiso de crear secciones bilingües en los centros que imparten la ESO exclusivamente a los profesores de inglés y francés, y no a los de portugués y alemán. Aseguran que “con esta diferenciación la Consellería de Educación abre un precedente inaceptable al promover una exclusión que no tiene fundamento en la legislación educativa en vigor”.

Reseñan que “no existe ninguna razón que justifique que las secciones bilingües desfavorezcan a una lengua tan importante para la capacitación profesional de los estudiantes gallegos”.

Desde la Associaçao de Docentes de Português na Galiza indican que el trato desigual se extiende incluso a los cursos ofrecidos, ya que mientras hay un único curso de portugués y alemán es compartido por profesores de todos los niveles, en inglés hay 6 para especialistas y 4 para no especialistas.

La representante de la asociación María José Díaz Pinheiro explica que la docencia del portugués desarrolla en condiciones muy precarias, y sin que se doten plazas, a pesar de que se ha constatado que se trata de una lengua con una demanda creciente en Galicia. Indica que desde la Xunta se aplica un criterio restrictivo de la enseñanza.

Los profesores reseñan que el portugués es la lengua oficial de ocho países y es una de las seis más habladas en el mundo. Además, más de veinte organismos multilaterales y regionales lo utilizan para sus comunicaciones.

A 24 de março de 2010 foi publicada no DOG a Ordem de 15 de março pela qual se regulam as atividades formativas em língua inglesa, francesa, alemã e portuguesa para docentes de níveis não universitários.

A convocatória inclui, entre outras, informações concernentes aos requerimentos de inscrição, critérios seletivos e ajudas atribuíveis aos professores/as que participarem nestes cursos. No formulário anexo ao documento consta a relação completa de ações formativas propostas.

Na epígrafe d) do artigo nº 7 da convocatória lê-se: “d) O profesorado participante nas actividades de inglés e francés presentará o anexo IV, comprometéndose a promover seccións bilingües nos seus respectivos centros.”

A Associação DPG (Docentes de Português na Galiza) considera uma discriminação que se exija o compromisso de criação de seções bilingues exclusivamente aos professores participantes nos cursos de formação de francês e inglês, e não assim para os professores de português e alemão. Com esta diferenciação, a Consellería de Educación abre um precedente para nós inaceitável, ao antecipar e promover a criação das tais secções bilingues em francês e inglês, mas não em português e alemão. Esta exclusão não tem qualquer fundamento na legislação educativa vigorante.

O tratamento desigual também afeta o número de cursos oferecidos: há apenas um único curso de língua portuguesa e um único curso de língua alemã para professores especialistas e professores não especialistas. Nas mesmas aulas podem juntar-se professores com um conhecimento avançado da língua portuguesa com professores iniciantes. Em inglês há 6 cursos para especialistas e 4 para não especialistas, enquanto que em francês foram programados um total de 4 cursos, dois para cada categoria.

O português é uma língua cada vez mais procurada no sistema de ensino galego, como testemunham as onze escolas primárias, vinte e cinco secundárias e oito EOI em que a língua é ministrada. Nalgumas escolas secundárias há docentes com horário completo de português. O presidente da Xunta, Alberto Núñez Feijoo, comprometeu-se publicamente a promover o estudo do português na Galiza.

O português é a língua oficial de oito países e uma das seis mais faladas no mundo. O português já é utilizado – como língua oficial, de trabalho ou de documentação – em mais de duas dezenas de organismos multilaterais ou regionais. Não existe nenhuma razão que justifique o desfavorecimento nas seções bilingues de uma língua tão importante para a capacitação profissional dos estudantes galegos.

Cerca de 20 por cento dos professores que ensinam português na Galiza, num universo de cerca de 250 alunos, já aplicam o acordo ortográfico na sua formação, segundo dados disponibilizados à Lusa pelo Instituto Camões nesta região espanhola.

Samuel Rego, responsável do IC na Galiza, explicou à Lusa que a maioria dos professores, muitos deles galegos, já declarou interesse em aplicar também o acordo nas suas aulas sendo que, prefere, antes disso ter alguma formação específica.

‘Os professores que tiveram mais algum contacto com o Brasil, por diversos motivos, foram os primeiros a começar a aplicar o acordo de forma regular, porque no Brasil o acordo já é aplicado há um ano’, explicou Rego.

Atualmente na Galiza há cerca de 70 professores a ensinar português, nas três universidades galegas, no nível secundário e nas escolas de idiomas, de vertente mais profissional.

Fonte: Correio do Minho

A VI Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada quarta-feira (31), em Brasília, aprovou um plano de ação para a promoção, a difusão e a projeção da língua portuguesa.

II – Estratégias de Promoção e Difusão do Ensino da Língua Portuguesa

(ii) Fortalecimento do ensino de português como língua estrangeira (PLE)

1. Otimizar os programas de formação de professores de Português como Língua Estrangeira (PLE). Para tanto:
1.1. Encomendar ao IILP, com o apoio do Secretariado Executivo, um levantamento dos programas em curso nos países da CPLP na área de formação de professores de língua portuguesa (nos contextos de PLE), acompanhado, quando possível, de uma avaliação desses programas pelos respectivos Estados, a ser apresentado ao Comitê de Concertação Permanente, até julho de 2011.
1.2. Articular ações de cooperação para a capacitação de professores de PLE.
1.3. Assegurar que a formação de professores inclua o conhecimento das especificidades do português, conforme o uso padrão em cada Estado Membro.
1.4. Continuar a desenvolver programas para a formação em pós-graduação, mediante maior oferta de vagas e de bolsas, com vistas ao fortalecimento do corpo docente das universidades dos Estados Membros da CPLP.

2. Fortalecer os sistemas de certificação do PLE, mediante a criação de sistema de equivalência entre os certificados.

3. Estimular programas de apoio à formação de tradutores e intérpretes e contribuir para a valorização dos profissionais que atuam nessa área, mediante, em particular, a criação de um cadastro internacional de tradutores e intérpretes no sítio eletrônico do IILP.

4. Estimular a oferta de formação em língua portuguesa para públicos diversificados, designadamente a formação para fins específicos.

5. Ampliar a oferta de formação em língua portuguesa no ensino básico e secundário em países terceiros.

6. Ampliar a oferta de cursos de língua portuguesa em universidades estrangeiras, mediante a abertura de cátedras, leitorados e centros de língua portuguesa.

Fonte: PortugalDigital