A Associação de Docentes de Português na Galiza (DPG) começa esta nova campanha para promover a presença da língua portuguesa nos centros de ensino secundário da Galiza.

Enviamos um modelo de cartaz e um folheto explicativo para informarmos toda a comunidade educativa.

Os objetivos desta campanha são:

  1. sensibilizar os estudantes  da primária, famílias e a sociedade em geral para a importância de se inscreverem nos centros do secundário que oferecem a cadeira de língua portuguesa.
  2. ajudar os centros de secundária que oferecem português a angariar estudantes nos centros de primária.
  3. sensibilizar os centros de secundária que ainda não oferecem português para que avaliem as potencialidades e possibilidades de ter a língua portuguesa dentro da oferta académica do seu centro.

Como sabem, ao abrigo da Lei para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia, aprovada por unanimidade pelo Parlamento Galego, os centros e o professorado interessados na progressiva incorporação da Língua Portuguesa no ensino secundário, temos uma boa oportunidade e o grande desafio de alargar a presença do português na Galiza.

A direção da DPG

 

No IES Arcebispo Xelmírez I de Santiago de Compostela tiveram a excelente ideia de incluir no formulário de solicitude de matrícula o português como segunda língua estrangeira por meio de um carimbo.

Eis o formulário completo.

Cerca de 20 por cento dos professores que ensinam português na Galiza, num universo de cerca de 250 alunos, já aplicam o acordo ortográfico na sua formação, segundo dados disponibilizados à Lusa pelo Instituto Camões nesta região espanhola.

Samuel Rego, responsável do IC na Galiza, explicou à Lusa que a maioria dos professores, muitos deles galegos, já declarou interesse em aplicar também o acordo nas suas aulas sendo que, prefere, antes disso ter alguma formação específica.

‘Os professores que tiveram mais algum contacto com o Brasil, por diversos motivos, foram os primeiros a começar a aplicar o acordo de forma regular, porque no Brasil o acordo já é aplicado há um ano’, explicou Rego.

Atualmente na Galiza há cerca de 70 professores a ensinar português, nas três universidades galegas, no nível secundário e nas escolas de idiomas, de vertente mais profissional.

Fonte: Correio do Minho